As dunas do Guincho, 112x142cm

Uma rua na Curia, 112x135cm

O jardim da minha casa, 142x112cm

A praceta onde brincava 112 x 135cm

O caminho onde vou correr, 112 x 135cm

O jardim da casa da Marta, 112x135cm

Um parque de Campismo em Monsanto, 112x142cm

Um lugar da minha infância 135x112cm

A casa da minha avó, onde fui criada e já não existe, 135x106cm

Miradouro de Nossa Senhora do Monte, 112x142cm

A casa onde nasci, 135x112cm

A praia da Fuzeta, Ria Formosa, 112x142cm

Escadinhas da Bica Grande, 135 x 106cm

O espaço circundante de uma casa na Arrábida, 112 x 135cm

Uma loja que tinha a minha mãe, 135 x 106cm

Galeria Carlos Carvalho - Arte Contemporânea, Lisboa, 2009

Galeria Carlos Carvalho - Arte Contemporânea, Lisboa, 2009



Caixa de memórias I, 2009
Impressão digital pigmentada sobre papel de algodão.
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Em «Caixa de Memórias» tudo começa com o pedido “descreve o espaço de que te lembras com mais detalhe”. (…)
 Pela recolecção de lembranças (mediante uma longa série de entrevistas), Carla Cabanas pode confrontar a ficção inerente ao relato de experiências passadas; com uma nova narrativa criada pelas imagens que depois produz a partir desses testemunhos. 
Num exercício de mnemónica, pede também ao entrevistado que realize um mapa desse espaço, para que a palavra se transforme em matéria definida, se cientifique cartograficamente e se possa visitar.(…) 
As entrevistas foram ouvidas uma e outra vez. Escritas, reescritas, lidas, corrigidas e gravadas. O tempo do discurso foi cronometrado, lido pela voz de Carla Cabanas, nova dona das memórias alheias, depurado de pausas e limpo de interjeições. Para ser usado mais tarde.
 Pela repetição, as palavras dos outros foram-se tornando suas, até se proferirem com essa naturalidade.(…)
 O espaço é visitado e registado através de uma câmara escura (uma estenopeica que sorve lentamente a luz, uma caixa de memórias com um buraco de agulha), durante o tempo cronometrado, que se torna no tempo de exposição, o tempo para experimentar o sítio. (…) Valter Ventura

Memory box I, 2009
Inkjet print on cotton paper.
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In «Caixa de Memórias» (memory box) Everything starts with the request “describe the place you remember most vividly”. (…) By collecting memoirs (after a long period of interviews), Carla Cabanas found a way of confronting a report of past experience’s natural fiction with a new narrative created by the images she produces from these testimonies. 
In a mnemonic exercise, she asks the interviewed to draw a map of that space, so that the word can become defined matter, become charted science, and can be visited. (…)
 Interviews were listened to over and over again, Written down, rewritten, read, corrected and taped. The time of discourse was timed, and read aloud by Carla Cabana’s voice, now the new owner of these people’s memories, now cleansed of pauses and interjections. To be used later on. By repetition, other people’s words gradually became her own, until they were spoken in that natural easiness. (…) 
The space is visited and recorded through a camera obscura (a pinhole camera that slowly sips the light in) during the measured time of the reading, which then becomes the exposure time for experiencing the place. (…) Valter Ventura